Avaliação dos princípios da bioética personalista no transplante de face: uma abordagem qualitativa
DOI:
https://doi.org/10.5294/pebi.2024.28.2.5Palavras-chave:
Transplante facial, bioética, pesquisa qualitativa, impacto social, tomada de decisão, Elio SgrecciaResumo
O surgimento de novas terapias tem gerado debates sobre suas implicações éticas, médicas e sociais. Nesse contexto, o personalismo ontológico consolidou-se como uma vertente relevante da bioética, centrada na salvaguarda da dignidade humana e na promoção do bem integral das pessoas. Seus princípios orientadores incluem a primazia da vida física, a justificativa de qualquer intervenção terapêutica, a exigência do princípio do consentimento informado e a consideração das implicações sociais e da justiça na alocação de recursos. Este estudo teve como objetivo analisar a influência desses princípios na prática profissional das equipes de saúde envolvidas em transplantes. Para isso, um guia de avaliação ética de intervenções no corpo humano, adaptado aos princípios da bioética personalista, foi aplicado de forma presencial e on-line. Sete especialistas (57 % homens; idade média de 46 anos) participaram da pesquisa, cujos dados foram analisados em termos de conteúdo e frequência. Os resultados indicam que o transplante de face pode melhorar a qualidade de vida do receptor, embora sua aplicação seja limitada pelo alto custo econômico. Além disso, observa-se que essa intervenção está em conformidade com os princípios da defesa da vida humana, da finalidade terapêutica, da liberdade e da responsabilidade, da sociabilidade e da subsidiariedade. Por fim, conclui-se que o transplante de face representa uma técnica eficaz e essencial para o avanço da medicina, sendo a avaliação ética um aspecto fundamental para sua adequada integração aos progressos científicos e tecnológicos.
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